Imagine
Imagine tanto que adormeça
Esqueça todos e quaisquer pedaços de mundo
Pedaços que mesmo sendo apenas lembranças doem
E doem tanto quanto o sempre
Afogue suas angústias em sono leve na plenitude do simples imaginar
Perca atrás de um castelo, de baixo de uma floresta seus medos pobres
Despreocupe-se
E dentro do calar consentido
Se Transforma todo silêncio em música
E mesmo os ventos, os pássaros,
A terra, as marés, o eterno andar das rotinas
Por um instante, apenas por um instante assistirá
E assistirá calado, estanco e eufórico
A música que se espalhará com o simples imaginar
E o mundo dentro dele irá gritar aliviado em nossos ouvidos
Apenas nos nossos e assim em todos e para todos
Felipe Argiles Silveira
terça-feira, 21 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
Em um compasso qualquer
É pra esses momentos onde nada parece ter sentido
Não se encaixam os minutos em caminhos escuros
Pra todas essas horas indecifráveis
Sem objetivos claros na paisagem
É pra durante essas festas longas e perfeitas
Com amigos e bebidas, músicas e desejos
Onde nada mais falta, nada acrescenta
Parece impossível chegar ao intocado
Onde ninguém mais chegou
Chega a ser engraçado,
Não explico, porque sou um dos que não entendo
Dos que não suspeito, dos não questiona o indiscutível
Para todos aqueles que não sabem o que o amor
Duvide e duvide antes de conhecer.
Felipe Argiles Silveira
Não se encaixam os minutos em caminhos escuros
Pra todas essas horas indecifráveis
Sem objetivos claros na paisagem
É pra durante essas festas longas e perfeitas
Com amigos e bebidas, músicas e desejos
Onde nada mais falta, nada acrescenta
Parece impossível chegar ao intocado
Onde ninguém mais chegou
Chega a ser engraçado,
Não explico, porque sou um dos que não entendo
Dos que não suspeito, dos não questiona o indiscutível
Para todos aqueles que não sabem o que o amor
Duvide e duvide antes de conhecer.
Felipe Argiles Silveira
sábado, 21 de março de 2009
Solitário sentido
Desejo a todos
Um pouco de paisagem morta
Poesia torta, no reclamar dos ventos
No vai e vem dos tempos o decifrar absurdo
Desejo a todos
Um pouco de mundo
De fundo cansado, de olhos virados
Gozo e desejo, dos gritos mais surdos
Silêncio pros cegos,
Meros instantes em passear vagabundo
Deserto infinito de outonos passados
Paisagens pros mudos,
Inconstância, sentido indecifrado
Seca em silêncio no retorno de tudo
Felipe Argiles Silveira
Um pouco de paisagem morta
Poesia torta, no reclamar dos ventos
No vai e vem dos tempos o decifrar absurdo
Desejo a todos
Um pouco de mundo
De fundo cansado, de olhos virados
Gozo e desejo, dos gritos mais surdos
Silêncio pros cegos,
Meros instantes em passear vagabundo
Deserto infinito de outonos passados
Paisagens pros mudos,
Inconstância, sentido indecifrado
Seca em silêncio no retorno de tudo
Felipe Argiles Silveira
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
O eterno reciclar
Não leve a vida tão seriamente
É necessário um pouco de “graça”
Como essência de nossas histórias
Tudo não passa de uma grande brincadeira
Brincadeira de roda, esconde-esconde...
A vida é uma história que se conta ao cair da tarde
É fundamental, básico e indispensável a “graça”
Arrancar sorrisos, despertar curiosidades,
Camuflar desejos entre linhas...
É tudo uma grande brincadeira
Falo então, para aqueles que levam tudo tão a sério
Que trocam alegrias presentes por planos distantes,
As realizações futuras dependem do bem estar momentâneo,
Digo pra todos os senhores da verdade
Para os sanos perfeccionistas
A beleza do erro esta na graça da descoberta,
Berro para todos os exatos
De caras amarradas e ares supremos
A graça esta na simplicidade das coisas
E tudo, um dia, vira história,
O tempo vem e transforma lembranças em contos
Sorrisos passados em novos sonhos
E a vida recicla.
Felipe Argiles Silveira
É necessário um pouco de “graça”
Como essência de nossas histórias
Tudo não passa de uma grande brincadeira
Brincadeira de roda, esconde-esconde...
A vida é uma história que se conta ao cair da tarde
É fundamental, básico e indispensável a “graça”
Arrancar sorrisos, despertar curiosidades,
Camuflar desejos entre linhas...
É tudo uma grande brincadeira
Falo então, para aqueles que levam tudo tão a sério
Que trocam alegrias presentes por planos distantes,
As realizações futuras dependem do bem estar momentâneo,
Digo pra todos os senhores da verdade
Para os sanos perfeccionistas
A beleza do erro esta na graça da descoberta,
Berro para todos os exatos
De caras amarradas e ares supremos
A graça esta na simplicidade das coisas
E tudo, um dia, vira história,
O tempo vem e transforma lembranças em contos
Sorrisos passados em novos sonhos
E a vida recicla.
Felipe Argiles Silveira
domingo, 4 de janeiro de 2009
Ano novo
Ano novo é sinônimo de conclusão,
Mesmo não sendo o fim de nada
É passagem pra novas descobertas,
Novos pensamentos, planos inimagináveis
Loucuras impensáveis, um cafezinho no balcão e uma saudade antiga.
São novos motivos a serem apoiados,
Trocas e afirmações que rodopiam em uma caixa chamada tempo
Um novo ano não foi feito pra deixar arrependimentos,
Desejos irrealizados, pessoas para trás
Ano novo é motivo de curiosidades novas,
Cheiros novos, bocas, peles e uma calça velha.
Ano novo é a simples continuação do tempo,
Tempo velho, tempo antigo, tempo novo
O tempo que puxa todos aos chãos
Não é causa de medo nem desespero,
Mudanças radicais nas agendas de páginas amareladas
Ou atenção redobrada nos passos seguintes
Ano novo é um dia comum...
Um desses dias que vieram antes de ontem, depois de amanha,
É dia novo, mundo novo, coisas novas,
Saudades, conversas passadas, carinho em silêncio, olhar tranqüilo,
São dias com sol e chuva, frio e calor, fantasias e realidades...
E como todos os outros dias, tornam-se sinônimos de conclusão,
Mesmo não sendo o fim de coisa alguma.
Felipe Argiles Silveira
Mesmo não sendo o fim de nada
É passagem pra novas descobertas,
Novos pensamentos, planos inimagináveis
Loucuras impensáveis, um cafezinho no balcão e uma saudade antiga.
São novos motivos a serem apoiados,
Trocas e afirmações que rodopiam em uma caixa chamada tempo
Um novo ano não foi feito pra deixar arrependimentos,
Desejos irrealizados, pessoas para trás
Ano novo é motivo de curiosidades novas,
Cheiros novos, bocas, peles e uma calça velha.
Ano novo é a simples continuação do tempo,
Tempo velho, tempo antigo, tempo novo
O tempo que puxa todos aos chãos
Não é causa de medo nem desespero,
Mudanças radicais nas agendas de páginas amareladas
Ou atenção redobrada nos passos seguintes
Ano novo é um dia comum...
Um desses dias que vieram antes de ontem, depois de amanha,
É dia novo, mundo novo, coisas novas,
Saudades, conversas passadas, carinho em silêncio, olhar tranqüilo,
São dias com sol e chuva, frio e calor, fantasias e realidades...
E como todos os outros dias, tornam-se sinônimos de conclusão,
Mesmo não sendo o fim de coisa alguma.
Felipe Argiles Silveira
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Boca
Quero uma boca,
Boca que me fale, que me conte incansavelmente
Boca que me beije a exaustão
E morda, quando assim sentir necessário
Boca que me canse de poemas
De besteiras a toas,
Boca que me julgue aos seus gostos
E de desejo aperte os lábios
Que contra monotonia e o tédio,
Me afogue em saliva, sufoque em silêncio
Em todas as horas que as palavras sobram.
Felipe Argiles Silveira
Boca que me fale, que me conte incansavelmente
Boca que me beije a exaustão
E morda, quando assim sentir necessário
Boca que me canse de poemas
De besteiras a toas,
Boca que me julgue aos seus gostos
E de desejo aperte os lábios
Que contra monotonia e o tédio,
Me afogue em saliva, sufoque em silêncio
Em todas as horas que as palavras sobram.
Felipe Argiles Silveira
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
A roda gigante
Vejo que tudo anda
O relógio, a roda, a saia, o mundo todo...
As ondas caminham para praia, a terra gira tudo e todos
Todos caminham, alguns correm, outros apenas dançam...
Mas tudo gira, tudo passa, tudo anda
Os carros passam, as pessoas na rua e as estrelas...
Parece tão estranho,
Olhar pela janela é tão complicado,
Todos andam, cegos andantes
Meros andantes cegos, andam e andam
Para onde? Porque?
Tento pensar de outro modo...
Girar pra outro lado,
Doe e cansa
Bom é fechar os olhos e não ver passar...
Silenciar e fechar os olhos.
Felipe Argiles Silveira
O relógio, a roda, a saia, o mundo todo...
As ondas caminham para praia, a terra gira tudo e todos
Todos caminham, alguns correm, outros apenas dançam...
Mas tudo gira, tudo passa, tudo anda
Os carros passam, as pessoas na rua e as estrelas...
Parece tão estranho,
Olhar pela janela é tão complicado,
Todos andam, cegos andantes
Meros andantes cegos, andam e andam
Para onde? Porque?
Tento pensar de outro modo...
Girar pra outro lado,
Doe e cansa
Bom é fechar os olhos e não ver passar...
Silenciar e fechar os olhos.
Felipe Argiles Silveira
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